sábado, 10 de abril de 2010

Absurdo Terrestre

Um povo que vagueia sem Terra,
Ao sabor de um vento incomodo.
Viaja carregando as pedras do absurdo...
Loucos seguidores de Sisifo,
Loucos homens sem boca,
Loucos de sentidos entorpecidos que se guiam por cheiros horrendos.
Nómadas da Corrente,
Corrente que tanto seca como enfurece...
Loucos seguidores de Sisifo,
Que carregam o peso do absurdo,
Loucos! Loucos que nada levam,
De tanto peso carregar.

Grifo

9 comentários:

*'Borbuleta @D.C. disse...

Gosto bastante (:

geocrusoe disse...

Não sei se esse povo é a actual humanidade, gosto da forma do poema, mas ele é incógnito.
Sísifo carregava as pedras por castigo (segundo outros para que a sua imaginação não estivesse livre para mais esquemas), este povo penso que carrega sem saber porquê... vai na corrente

Porto Real disse...

Nos dias atuais estamos a vagar eternamente na busca desenfreada pelo nosso bem estar e daqueles que amamos,estamos tao ocupados em carregar nosso tao pesado fardo que nao pescebemos que precisamos de tao pouco para a nossa jornada...

Grifo disse...

Geocrusoe, bom é de facto a humanidade, como o titulo também aponta.

Não sofreremos nós de uma auto-condenação?


Porto Real, essa é um possível interpretação...

Daniel de Souza Montenegro disse...

muito bom !!!

LitZine disse...

Olá!

Passámos pelo teu blogue.

Pelo que vimos és o tipo de pessoa que procuramos.

Temos um fórum de discussão e uma webzine literária online: são espaços abertos à discussão saudável sobre livros, escrita, por aí…
Achamos que também tens algo a dizer.

Deixamos-te os links, passa por lá, deixa a tua marca e passa a mensagem!

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ematejoca disse...

Estou-te muito grata, meu jovem poeta, pelo teu comentário e apoio.

O Pomo da Discórdia foi ignorância de ambas as partes!!!

Eu devia saber, que no meu portátil estava programado uma forma da configuração, que podia incomodar certos blogistas.

A Georgia, que vive na Alemanha, devia saber, que essa forma de configuração é usada sem problemas pelos bloguitas alemães. Razão essa, que levou a pessoa que me fez a programação, a não me informar desse pormenor.

Continuo com os nervos em franja, porque ela continua a pensar. que eu lhe quis roubar leitores, quando acalmar venho aqui para comentar o "Absurdo Terrestre"!

Rafaelle Costa disse...

O poema toca-me e dói... muito real.

Geraldo Brito (Dado) disse...

Belos textos.
Parabéns pelo blog!

Visitantes até ao verão de 2009

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