quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Feliz Natal

Desejo um Feliz Natal a todos os visitantes do blog!

Aproveito para mostrar o meu poema alusivo à época.

Natal


O meu olhar funde-se com o oceano,
Homogeneízo o meu espírito com a Terra,

Derrete-se o gelo que me prendia os braços,
Uno-me num abraço aos Céus…

Quero-Te comigo,
Guia-me para Ti,
Deixa-me viver-Te,
Neste (re)nascimento anual,

Que desejo de duração eterna…

Grifo

domingo, 13 de dezembro de 2009

O sonho

Os olhos pesam-me,
O corpo desfalece,
A mente esvazia-se por momentos,
E caio por um precipício sem fundo...
A minha alma acorda,
A minha mão agarra-se à escarpa.
Vejo-me num mundo estranho,
Num precipício sem fundo.
Algo me diz para subir,
E eu sem pensar, subo.
Subo sem me questionar...
O cansaço toma-me o corpo.
O corpo é tomado pelo impotente pânico,
A mão arrasta-se pelo precipício,
Sem se conseguir agarrar.
O precipício acaba...
O seu fim não começa.
E caio sem dano,
No escuro da minha cama...
Esquecendo este momento de ilusão.

Grifo

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Vejam o que a Ematejoca me arranjou!

Tantos selinhos!! :P Obrigado!


















quinta-feira, 26 de novembro de 2009

A Floresta

Viajo por uma floresta densa,
Ouço o barulho do vento,
Beijo o ruido como canção,
As ramagens arranham-me a cara,
E numa inconsciência, inocentemente imputada,
Abraço as árvores que me arranham os olhos...
Paro por momentos o meu ritual de cegueira,
Vejo ao longe uma luz límpida e estranha,
Vejo-me guiado por ela...
As árvores agarram-me e batem-me na cara...
Os ventos gritam desesperadamente a ordem de regresso,
Não o ouço, ao contrario de outrora, jamais será belo,
Saio então da floresta.
Uma árvore agarra-me pelo braço,
Braço já completamente descarnado da caminhada...
Ignoro-a,
Vejo então um horizonte azul,
Vejo o livre dos prados verdejantes,
Vejo o infinito azul dos céus...
Vejo-o, e desejo-o meu.
Mas uma árvore agarra-me,
E num pranto de desespero,
Tento freneticamente libertar-me,
Praguejando contra a árvore que não me liberta...

Grifo

A Carta

Nova Iorque, 29 de Outubro de 1929

Querida Amada,

O desespero levou-me ás cavernas,
Fujo da prisão...
O medo paralisou-me as Asas.
Não imaginas o ódio que tenho ás minhas correntes.
Gostava de te poder beijar...
Mas o caos exterior,
Faz-me ser mais feliz aqui,
Numa atitude cobarde talvez...
Espero que a redoma se parta,
Até lá, sonho contigo,
Tu que és a minha única fonte de felicidade,
Tu que és a minha única fonte de esperança...
O nosso amor abstrai-me do caos exterior,
Só ele me faz ainda esperar a liberdade...

Beijos daquele que te ama,

Grifo

domingo, 22 de novembro de 2009

Ciclo

Num mundo cíclico,
Num viver cíclico,
Num ciclo ilógico,
Num ciclo contra ciclo,
Num ciclo contorcido,
Num ciclo uniforme,
Num ciclo... Num ciclo... Num ciclo...
Num ciclo... que esquenta o vicio...

Grifo

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Razão

A passo lento e difícil,
Caminho em direcção á luz...
Luz inexpugnável?
Ilusão? Razão?
Caminho impulsionado pela curiosidade...
Tento agarra-la,
Foge-me das mãos,
Desequilibro-me,
Caio e choro.
Parte-se a redoma,
Quebra-se o vazio.
Vejo-me, Vejo-te e vejo.
Olho em frente,
Vejo a luz ao longe.
E a passo lento e difícil,
Volto a tentar alcançar a luz,
Outrora tão ilusoriamente perto,
Tão ilusoriamente real...

Grifo

Inspirado pela Alegoria da Caverna

domingo, 1 de novembro de 2009

Éden

Caminho por entre a poeira...
Que o vento numa rajada levanta
Num suspiro involuntário do aborrecimento.
Caminho por entre o vazio de um solo infértil
Que suspira por vida...
Vejo algo estranho na rotineira viajem terrena,
Como se o rápido se transformasse em lento.
E a vida brotasse da terra,
O verde num lento rápido cobriu o infinito,
Não há mais pó...
Vão surgindo árvores que num lento rápido
Tentam atingir o céu
Que despiu as suas veste escuras,
Mostrando-se ao mundo nu e puro,
Os suspiros do vento
Tornam-se em palavra de amor,
Levando-me a parar por um momento,
À sombra de um grande carvalho,
Apreciando a beleza que o pó criou...
Desejando que a caminhada não recomece...

Grifo

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Faial e Pico

2 almas separadas pela água.
2 almas que o fogo une.
Num fundir da pedra e do sol,
Da água e da luz...
2 almas que se amam,
Separadas pelo mar egoísta,
Que corroí a pedra,
Mas não pára o fogo.
Fogo que com fúria tenta unir 2 almas.
E com sinais de um fumo denso,
Grita para a sua amada:
"Encontramos-nos a meio do canal"
Para que num beijo de fogo,
Que arrepia a terra,
Se unam as duas almas,
Desta união...
Inacabada.

Grifo

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Sol

Num céu que coberto de agonia
Me sufoca a alma
E arrebata-me para um canto.
Onde encolhido sobre mim mesmo,
Vejo o arder do céu.
Que me aquece a vista.
Desejo que o sol se apodere do meu corpo.
E se funda com a minha alma,
Mas fica simplesmente ao longe.
Deixando que os meus olhos se fechem...
Numa convulsão que liberta o espírito.

Grifo

Visitantes até ao verão de 2009

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