quarta-feira, 21 de julho de 2010

Mansão


Nos recantos de uma floresta escura
Como um assombro surreal,
Surge uma ruinosa e cinzenta mansão.
O cair das paredes mostra a podridão dos alicerces...
O telhado desfeito em milhões de cacos jaz no chão frio e rochoso.
A fúria da natureza arranca da desfeita mansão aquilo que lhe pertence.
A mansão desnuda-se,
A água e o vento purifica o seu propósito...
Não passa agora de monte inócuo de pedras.
Que não deixam a quem ficou o menor vestígio
De tão ruinosos e assombrosos tempos...

Grifo

foto daqui

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Renascer



Os raios de sol trespassam o horizonte,
Num grandioso renascer da luz.
As flores que mortas nas trevas choravam
Olham agora o sol com gratidão...
A vida floresce num frenesim de felicidade
E a leveza do espírito da terra paira no ar.
O perfeito equilíbrio é estabelecido,
A harmonia invade todos os corpos,
Que numa orgia de felicidade
Se regozijam com este luminoso mundo...

Grifo

Foto daqui

terça-feira, 1 de junho de 2010

Planícies que cego beijo...

Viajo por planícies geladas,

Cercadas por altas paredes de fogo.
Mundo de um equilíbrio desequilibrado,
E forçosamente cruel.
Quero sentir-te!oh calor...
Quero fundir-me com essas paredes impenetráveis.
Que num equilíbrio cruel
separam as extensões geladas do doce Éden...
Cruel Éden que desejo,
Cruel corrompedor de corações humanos!

Viajo por planícies geladas,

Perco as forças...
Arrasto-me pelo gelo...
As sombras luminosas da ardente fronteira desaparecem,
A neve arranca-me a vista.
E nada mais... nada mais resta...
Senão uma planície de uma fria maldade...

Grifo

sexta-feira, 14 de maio de 2010

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Musica

O ritmo invade-me o corpo,
A mente adormece por instantes...
A alma e o corpo movem-se em perfeita sintonia.
Toda a sombra transforma-se numa mera penumbra...
O corpo move-se, a alma adormece.
O mundo ganha contornes imprecisos.
Tudo nada mais do que ilusão,
Nada mais do que pura euforia,
Nada mais do que puro ritmo...
Um sonho estranhamente real
De sons, ritmos e ilusão...

Grifo

sábado, 10 de abril de 2010

Absurdo Terrestre

Um povo que vagueia sem Terra,
Ao sabor de um vento incomodo.
Viaja carregando as pedras do absurdo...
Loucos seguidores de Sisifo,
Loucos homens sem boca,
Loucos de sentidos entorpecidos que se guiam por cheiros horrendos.
Nómadas da Corrente,
Corrente que tanto seca como enfurece...
Loucos seguidores de Sisifo,
Que carregam o peso do absurdo,
Loucos! Loucos que nada levam,
De tanto peso carregar.

Grifo

quinta-feira, 18 de março de 2010

Disforme Realidade

O dia nasceu frio e cinzento,
O sol não mais do que uma luminosa sombra.
O disforme das coisas, não faz mais do que iludir...
O mar levanta os braços,
Chama o longínquo real...
A matéria, não mais do que uma sombra,
Agarra-nos pelas assas.
O nevoeiro, faz-nos escravos de nós mesmos,
Num deformar de real,
Agradável ao nosso deformados olhos.
Toda esta deformada, ilusória e sombria realidade,
Pergunta: Será a vida uma mera sombra disforme?

Grifo

Peço desculpa pela ausência, mas a escola não me deixou tempo para a blogosfera.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Ilusória Brancura

A leveza do meu corpo vagueia pelas longínquas nuvens.
Envolve-se nesse manto opaco e frio,
A mente enterra-se nas nuvens,
A sua névoa empurra-me para uma branca ilusão
Sorrio contentemente iludido,
Sorrio para o sol desfocado pela nuvem...
De repente, vejo-me a cair,
Ensopado pela chuva.
A ilusão desvanece-se,
E o meu corpo desperta,
A fim de sentir a desilusão...

Grifo

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O Receio de Odiar o Mar

O meu coração voa por um mar revolto,
Tudo parece perdido.
O mar salgado e frio ensopa-me o peito,
O peso torna-se insuportavel,
Uma onda engole-me,
O mar agita-me.
Sinto um sopro de vida a subir-me pelo corpo,
Desaba no inspirar,
Num beber do veneno marítimo,
Que separa dois amares,
Numa rajada de vento, fúria e ódio...

Grifo

dedico ao meu pai

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